Quando hum Filho Nasce,
N. pegamos Cheios de medos:
nao Cuidar De sabermos, e consolar Alimentar;
De nao conseguirmos segurar uma barra do cansaço, das Noites Insones, das olheiras aumentam Mais Que E mais;
De nao Mudanças sobrevivermos como, MESMO Sabendo Que Agora temos de faze-lo Por Alguém Que Precisa de NÓS;
Medo de adormecer com Aquela coisinha Pequena sem Braço e derrubá-la no Chão;
Medo de Nunca Mais termos de Volta a Nossa Vida, a Vida própria, PORQUE O Tempo Parece ter adquirido Própria Vontade;
Medo de hum choro repentino ASSIM conseguimos Que, FINALMENTE, faze-lo dormir;
Medo de Que nao arrote, Medo de Que nsa nao queira BEM, Medo De Que Sinta UMA dor QUALQUÉR Que nao se apaziguar POSSA;
Medo não fira Que inseto, Medo da Água Fria Estar Demais Quente UO, Medo Que uma roupinha irrite um Pelé Tão fina ...
OS "esses" São Pequenos e Primeiros medos, Que somem COM OS Dias e Dias Que virão ...
Sos darão um Lugar PORQUE other uma ágora Vida assumir contornos reais E mais ESSA Criatura e Tão Pequena, Tão indefesa ...
Depende Tanto da Nossa Que lucidez, uma Trancos e Barrancos, MANTER conseguimos ...
Mas, DEPOIS UM Filho Que Nasce,
Um Amor Tão, Tão grande Mas transborda de Dentro do Peito
Que uma Noção do Nosso Limite Perde se.
Palavra Nao ha, Afago, OU lágrima Que CONSIGA ESSA drenar loucura Tão misteriosa,
Que E ASSIM Alguém amar, profusão in Tao.
OS Aí Todos medos, SO OS Grandes e Pequenos, sucumbem
PORQUE ESSE amor Tão insuspeito
N. Ensina Que uma Medida Alguém pra amar e deixar ASSIM
Que ESSA Mão Pequenina leve O Nosso Coração Pelos Caminhos desconhecidos
Numa SEM FIM História
De hum amor Que desconhece o Medo ...

